Olá. Pode entrar. Fica à vontade!

Gosto do gosto gostoso de viver a vida, logo, gosto de pessoas.

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Sempre no Infinitivo!































































terça-feira, 23 de junho de 2009

Carmem Lúcia, este é para você. Lembra quando me fez recitá-lo no auditório lotado?

AMAR (CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE)

Que pode uma criatura senão, entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso, sozinho, em rotação universal,
senão rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,

o que ele sepulta, e o que na brisa marinha, é sal, ou precisão de amor,
ou simples ânsia?

(...)
Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácido, e a sede infinita.

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